COMITIVA DA UNESCO É RECEPCIONADA NA VILA BELMIRO E ACOMPANHA A VITÓRIA DO SANTOS FC

Antes do triunfo do Santos FC diante do Botafogo por 2 a 0, na noite desta quarta-feira (20), o Memorial das Conquistas foi o palco da grande recepção santista para os representantes das 250 cidades criativas eleitas pela Unesco, abrangendo aproximadamente 50 países envolvidos. Pessoas de diversos locais pelo mundo ficaram encantadas ao serem recepcionadas no Museu do Peixe, e além de contemplar as conquistas do time santista, conheceram jogadores que fizeram história no Clube. O secretário de turismo de Buenaventura, na Colômbia, Nixon Arboleda, torcedor do América de Cali, ficou deslumbrado. “O Santos é a história do futebol, o maior das Américas e do Brasil. É muito bonito estar aqui, ver a história do time do Pelé, Neymar e tantos outros craques”.
O único jogo do Santos com uma equipe…

No dia 28 de janeiro de 2017, o Santos recebeu o Kenitra AC, do Marrocos, em um amistoso disputado no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Um público pagante de 15 330 pessoas prestigiou o confronto entre brasileiros e marroquinos, marcando o início da temporada de 2017. As novidades para o ano foram as contratações de Matheus Ribeiro, junto ao Atlético GO, Cléber Reis, do Hamburgo/Alemanha, Leandro Donizete, do Atlético MG, Vladimir Hernandéz, do Barranquila/COL, Kayke, do Yokohama Marinos/JAP e Bruno Henrique, do Wolfsburg/ALE. O time comandado por Dorival Junior, foi a campo com Vanderlei (João Paulo), Victor Ferraz (Matheus Ribeiro), Lucas Veríssimo (Léo Cittadini), Yuri (Rafael Longuine) e Zeca (Fábian Noguera); Thiago Maia (Thiago Ribeiro), Renato (Caju), Lucas Lima (Jean Mota) (Thaciano) e Vitor Bueno (Arthur Gomes); Copete (Vladimir Hernández) e Rodrigão Gomes (Kayke). Na partida, o Santos dominou completamente o Kenitra, impôs o ritmo do jogo, e goleou o adversário por 5 a 1. O destaque da partida ficou por conta do gol do colombiano Vladimir Hernandez. O novo reforço do Santos recebeu o cruzamento, levantou a bola e finalizou com uma bicicleta, justificando o apelido de “Pequeno Gigante”. Os outros gols foram assinalados por Rodrigão Gomes (31’), Vitor Bueno (34’ e 61’) e Thiago Ribeiro (82’). Curiosidades Por intermédio do patrocinador do Santos, Royal Air Maroc, o Santos bicampeão paulista, fazia a sua partida inaugural em 2017. Do elenco atual, apenas o goleiro João Paulo estava entre os comandados para a partida, e entrou em campo aos 21 minutos da etapa complementar. Com esse resultado, o Santos alcançou sua 16ª vitória consecutiva no Pacaembu, tornando-se o único time a atingir essa marca no Estádio.
O dia em que a guerra parou

Na Nigéria, em 1969, o Santos foi primeiro para a cidade de Lagos, onde empatou com a seleção nigeriana por 2 a 2 com dois gols de Pelé, no dia 26 de janeiro. O jornal Weekend destacou a partida como o maior evento esportivo de todos os tempos e dedicou uma matéria exclusiva ao Santos Futebol Clube. Em 4 de fevereiro de 1969, uma terça-feira, a Guerra de Biafra parou para o povo nigeriano ver o Santos jogar mais uma vez. Em partida que não tinha sido programada pelo empresário Samuel Ratinoff e só foi decidida após o Santos ter recebido garantias de que sua permanência seria segura, o Alvinegro Praiano jogou em Benin, quase na fronteira da Nigéria com a região separatista de Biafra, e venceu a Seleção do Meio Oeste por 2 a 1, entrando para a história como o primeiro time a interromper um conflito armado. Menos de dois meses antes, em 10 de dezembro de 1968, o Santos havia derrotado o Vasco, no Maracanã, por 2 a 1, e conquistado o título do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de forma incontestável. Era o seu sexto título brasileiro. Jornalistas do Brasil inteiro reconheciam a supremacia santista no Brasil. Tanto que, ao assumir a Seleção Brasileira, no início daquele mês de fevereiro, o técnico João Saldanha anunciou nada menos do que nove santistas entre os convocados para as Eliminatórias da Copa do México. A Confederação Brasileira de Desportos (CBD), em conflito com a Confederação Sul-americana, havia decidido que Santos e Internacional, campeão e vice do Brasil em 1968, não participariam da Copa Libertadores de 1969. Não era a primeira vez que a oportunidade de disputar o torneio continental era preterida por clubes brasileiros. Na verdade, para os dirigentes santistas, financeiramente era muito mais vantajoso ganhar em dólares por amistosos no Exterior do que encarar uma competição deficitária, em que a renda era do clube mandante. Então, o Santos partiu para uma sequência de jogos na África que se revelaria histórica. As primeiras exibições ocorreram na República do Congo. Na ocasião, o Congo estava dividido em dois países em litígio, que não mantinham relações diplomáticas. O Santos se viu obrigado a jogar nos dois, em eventos marcados pela alegria dos africanos por ver Pelé. Depois de passagens por Lagos, na Nigéria, e Lourenço Marques, em Moçambique, o clube foi convidado para retornar à Nigéria. Dessa vez, o jogo seria em Benin, cidade próxima à fronteira com a região separatista de Biafra, epicentro de uma sangrenta guerra civil. A delegação santista estava acompanhada do jornalista Gilberto Marques, de A Tribuna. Segundo ele, o tenente-coronel Samuel Ogbemudia, governador da região, liberou a passagem pela ponte que ligava Benin à cidade de Sapele. Além disso, decretou feriado depois do meio-dia para que as pessoas pudessem assistir ao jogo. Cerca de 25 000 pessoas compareceram ao estádio naquele 4 de fevereiro. Pelé foi homenageado com flores. O jogo contra a Seleção do Meio Oeste terminou com a vitória santista por 2 a 1, com gols de Edu e Toninho. O técnico Antônio Fernandes, o Antoninho, escalou a equipe com Gylmar (Laércio), Turcão, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo (Oberdan); Lima e Negreiros (Marçal); Manoel Maria, Toninho (Douglas), Pelé (Amauri) e Edu (Abel). O Santos ainda seguiu para Gana e Argélia antes de retornar ao Brasil. O legado que o Peixe deixou no continente se faz sentir até hoje, dada a simpatia que os africanos possuem pelo time, pelo futebol brasileiro e por Pelé. Entenda a Guerra de Biafra A guerra separatista no antigo Estado do Biafra é conhecida como uma das maiores tragédias humanitárias do mundo. A Nigéria tinha uma população de mais de 45 milhões de habitantes, composta por mais de 250 grupos étnicos, principalmente pelos povos Hauçá e Fula no Norte, Iorubá no Sudoeste e Igbo no Sudeste. O país africano tornou-se independente do Reino Unido em 1960 e conflitos internos foram gerados pela supremacia e acesso a recursos naturais, especialmente o petróleo. Os nigerianos viveram dois golpes de Estado em 1966. Um grupo de oficiais do exército leais a Johnson Aguiyi-Iro nsi, um líder da etnia Igbo, destituíram o primeiro-ministro Abubakar Tafawa Baleva, um líder do Norte do país. Seis meses mais tarde os Hauçás responderam às iniciativas de Aguiyi-Ironsi. Após graves motins, o governador militar da região Sudeste, Chukwuemeka Odumegwu Ojukwu, declarou o então Estado do Biafra independente em 30 de maio de 1967. Era o começo de uma guerra que só terminaria em 1970, com a rendição de Biafra. O número estimado de mortos está entre 500 mil e três milhões de pessoas. Essa era a Nigéria que recebeu o Santos no dia 4 de fevereiro de 1969. O time de Vila Belmiro, seis vezes campeão brasileiro e bicampeão do mundo, se apresentou em um palco de guerra. E o encanto que ele proporcionava, além da figura mítica de Pelé, ao menos por alguns dias trouxe a paz ao povo nigeriano.
Em breve, mais conquistas

Em Breve mais conquistas
Portugal

1962 – CAMPEÃO MUNDIAL INTERCLUBES (PORTUGAL) Ao ser Campeão da Taça Libertadores da América do mesmo ano, o time santista garantiu a participação no torneio interclubes mais importante do mundo, e mostrou de fato, a sua superioridade no mundo. No 2º jogo da grande final, o Santos protagonizou um dos maiores espetáculos da história do futebol. Crônicas da época afirmam, que foi a maior apresentação do Rei Pelé em sua carreira, onde marcou três gols e deu um passe pra outro, em pleno Estádio da Luz, em Lisboa. 11/10/1962 – Benfica/POR 2 x 5 Santos Gols: Pelé aos 17min e aos 27min do primeiro tempo; Coutinho aos 3min, Pelé aos 20min, Pepe aos 32min, Eusébio aos 41min e Simões aos 44min do segundo tempo.Local: Estádio da Luz, em Lisboa, Portugal.Público: 73.000 aproximadamenteÁrbitro: Pierre Schinter (França)Santos: Gylmar; Olavo, Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Lima; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: LulaBenfica: Costa Pereira; Humberto, Raul e Cruz; Cavem e Jacinto, José Augusto, Santana, Eusébio, Coluna e Simões. Técnico: Fernando Riera. https://youtu.be/ZCsq4PajnMA
Itália

1960 – TROFÉU DE GIALLOROSSO (ITÁLIA) Durante a grandiosa excursão de 1960, o Santos foi para a Itália disputar o Troféu Gialorosso, diante da Roma. Após sair perdendo por 2 a 0 no primeiro tempo, e mesmo com todo o cansaço, a equipe santista teve forças para reagir e virar o jogo para 3 a 2, e conquistar o Troféu dentro do Estádio Olímpico de Roma. 01/06/1960 – Roma-ITA 2 x 3 SantosGols: Ghiggia aos 30min e Orlando aos 43min do primeiro tempo; Dorval aos 27min e aos 43min e Pelé aos 40min do segundo tempo.Local: Estádio Olímpico, Roma, Itália.Público: 88.000Renda: Cerca de Cr$ 12.000.000,00Árbitro: Lo Bello (italiano)Roma: Panetti; Zaglio (Giuliano), Griffith e Corsini; Losi e Guarnacco; Orlando, Pestrin, da Costa, Selmosson e Ghiggia (David).Santos: Laércio; Mauro e Zé Carlos; Calvet, Formiga (Urubatão) e Zito; Sormani (Dorval), Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe (Tite). 1961 – TORNEIO ITÁLIA (ITÁLIA) Na excursão à Europa de 1961, o Santos também disputou o Torneio Itália. A competição foi composta por quatro equipes italianas e outras quatro convidadas de países diferentes. Divididas em dois grupos, cada equipe realizou dois jogos, e os campeões de cada grupo se enfrentaram na final. O Santos ficou com o título após vencer com certa facilidade os seus três jogos, todos contra equipes italianas. 24/06/1961 – Internazionale-ITA 1 x 4 SantosGols: Pepe aos 7min, Bolchi aos 25min e Coutinho aos 35min do primeiro tempo; Pepe aos 6min e Pelé aos 43min do segundo tempo.Local: Estádio Giuseppe Meazza, conhecido como San Siro, em Milão, Itália.Público: 110.000 pessoasÁrbitro: Gambarrotta (Itália)Santos: Laércio; Mauro e Décio Brito; Getúlio, Lima e Dalmo; Dorval, Mengálvio (Zito), Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: LulaInternazionale: Da Pozzo (Bandoni); Guarnieri e Masiero; Picchi, Bolchi e Balleri; Bicicli, Lindskog, Hitchens, Suarez e Corso. 1967 – TORNEIO TRIANGULAR DE ROMA/FLORENÇA (ITÁLIA) Após realizar uma grandiosa excursão pela África, em 1967, o Santos desembarcou no continente europeu, para a realização de mais seis jogos. Entre eles estava incluído a disputa do Triangular de Roma/Florença. O Alvinegro disputou duas partidas, enfrentando os donos da casa. Empate com a Fiorentina-ITA e vitória contra a Roma-ITA, em pleno Estádio Olímpico. Com os dois resultados, o Santos ficou com o título e levou mais uma Taça para a Vila Belmiro. 29/06/1967 – Roma-ITA 1 x 3 SantosGols: Toninho aos 9min e Pelé aos 42min do primeiro tempo; Barzon aos 3min e Rildo aos 34min do segundo tempo.Local: Estádio Olímpico, em Roma, Itália.Público: 35.000 aproximadamenteÁrbitro: Mário BernardisRoma: Pizzamala (Ginulfi); Carpenetti, Oliveri, Sensibilli e Losi; Ossola e Colaussig; Peiró, Barizon, Carpanelli e Russo.Santos: Cláudio; Carlos Alberto (Buglê), Joel Camargo, Orlando (Oberdan) e Geraldino (Rildo); Clodoaldo e Lima; Wilson (Edu), Toninho (Coutinho), Pelé e Abel (Pepe). Técnico: Antoninho. 1967 – VENCEDOR DA FITA AZUL DO FUTEBOL BRASILEIRO (11 JOGOS INVICTOS) (ITÁLIA) A Fita Azul era um título de honra concedido primeiramente pela CBD (antecessora da CBF) e depois pelo jornal A Gazeta Esportiva aos clubes brasileiros que voltavam ao país invictos após excursões pelo exterior. Na excursão de 1967, o Santos terminou invicto com 10 vitórias em 11 jogos, passando por dois continentes (África e Europa) e visitando sete países (Senegal, Gabão, República do Congo, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Alemanha e Itália), conquistando o direito de receber a Fita Azul do Futebol. 1968 – CAMPEÃO DA RECOPA MUNDIAL (ITÁLIA) A Recopa dos Campeões Mundiais foi criada no fim de 1967, a partir da ideia de reunir os clubes que haviam se consagrado campeões mundiais interclubes. Até então Real Madrid (campeão 1960), Peñarol-URU (campeão 1961 e 1966), Santos FC (campeão 1962 e 1963), Inter de Milão (1964 e 1965) e Racing-ARG (campeão 1967) estavam aptos para a disputa. A competição era dividida em duas fases: Sul-Americana e Europeia, e os campeões de cada fase se enfrentariam. O Santos foi o campeão da Fase Sul-Americana, e foi enfrentar a Internazionale de Milão, pois o Real Madrid desistiu da disputa, deixando o time italiano como único representante da Europa. A primeira partida entre Santos e Internazionale foi realizada no dia 24 de junho de 1969, com vitória do time santista. A segunda partida seria realizada no Brasil, mas nunca aconteceu, pois a equipe italiana alegava falta de datas, mesmo com o Alvinegro propondo o jogo da volta em Nápoles. Segundo informações da época, a Inter não quis disputar o segundo jogo pois acreditava que não teria condições de vencer. Com a conquista desse grandioso título, o Santos ganhou a alcunha de Campeão dos Campeões Mundiais. 24/06/1969 – Internazionale de Milão 0 x 1 SantosGol: Toninho Guerreiro aos 11min do segundo tempo.Local: Estádio San Siro, em Milão, Itália.Público: 44.774 pagantesRenda: estimada em 200 mil dólares (800 mil cruzeiros novos)Árbitro: Ortiz de Mendíbil (Espanha)Internazionale: Bordon; Burgnich, Guarnieri, Cella e Poli; Bedin e Mazzola; Jair da Costa, Domenghini, Corso e Vastola. Técnico: Maino NeriSantos: Cláudio (Laércio); Carlos Alberto, Ramos Delgado, Djalma Dias e Rildo; Clodoaldo e Negreiros; Toninho, Edu, Pelé, Abel. Técnico: Antoninho.
França

1960 – TORNEIO DE PARIS (FRANÇA) O Torneio Internacional de Paris, um dos principais torneios de pré-temporadas da época, era disputado pelas principais equipes da Europa, e alguns clubes sul-americanos convidados. O Santos participou em quatro ocasiões da competição, que era realizada no Parc des Princes, em Paris, e faturou as edições de 1960 e 1961. 09/06/1960 – Racing Paris/FRA 1 x 4 SantosGols: Coutinho aos 22min do primeiro tempo; Pelé aos 10min, Pepe aos 21min, Ujlaki aos 28min e Coutinho aos 44min do segundo tempo.Local: Estádio Parc des Princes, em Paris, FrançaÁrbitro: Maurice Frederic GuigueSantos: Laércio; Calvet (Getúlio), Mauro e Zé Carlos, Formiga e Zito; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe (Tite).Racing: Tailander; Tibari (Guillot), Lelong, e Marche; Marcel e Herbin; Grillet, Tocna, Ujlaki, Senac e Heutte. 1961 – BICAMPEÃO DO TORNEIO DE PARIS (FRANÇA) Pela segunda vez, o Santos conquista o Torneio Internacional de Paris, após o golear o Benfica por 6 a 3, em mais uma de suas grandiosas excursões pela Europa. 15/06/1961 – Santos 6 x 3 Benfica-POR Gols: Pelé [2], Pepe [2], Coutinho e Lima; Eusébio [3]Local: Estádio Parc des Princes, em Paris, França.Público: 36.364 pagantesÁrbitro: Pierre AchinteSantos: Laércio; Mauro e Décio Brito; Getúlio, Brandão e Lima; Dorval,Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.Benfica: Barroca; João, Angelo (Mendes) e Germano; Neto e Cruz;José Augusto, Santana (Eusébio), Águas, Coluna e Cavem. 1987 – TORNEIO CIDADE DE MARSELHA (FRANÇA) Em uma rápida excursão para a França, em 1987, o Santos disputou um torneio na França, mais precisamente na cidade de Marselha. O Torneio Cidade de Marselha contou com a participação de duas equipes francesas e outros dois convidados. O Alvinegro Praiano venceu os seus dois jogos, e ficou com a taça. 12/07/1987 – Olympique/FRA 0 x 1 SantosGol: Luisinho aos 43min do segundo tempo.Local: Estádio Velódromo, em Marseille, na França.Santos: Rodolfo Rodriguez, Ijuí (Luisinho), Nildo, Toninho Carlos e Claudinho; César Sampaio, Hugo de León e Mendonça; Osvaldo (Celso), Luis Carlos e Arizinho. Técnico: CandinhoOlympique: Bell; Bassi, Falls, Lovits e Ayache; Domelque, De la Montanha, Afeus e Papin; Allos e (Não informado). (entraram Dialeau e Silislowski).
Espanha

1959 – TROFÉU TERESA HERRERA (ESPANHA) Em 1959, o Peixe enfrentou o Botafogo de Garrincha e faturou o Troféu Teresa Herrera, tradicional torneio criado em 1946, disputado na cidade de La Coruña, na Espanha. Nas suas primeiras edições, o torneio era disputado apenas por duas equipes, e ao longo dos anos, passou a ser disputado por quatro equipes. O Santos participou duas vezes do torneio, em 1959 e em 1986. 21/06/1959 – Santos 4 x 1 BotafogoGols: Pepe aos 39min do primeiro tempo; Pelé aos 16 minutos, Coutinho aos 22min, Zagallo aos 24min e Pepe aos 34min do segundo tempo.Local: Estádio Municipal de Riazor, La Coruña; EspanhaPúblico: 40.000 pagantesÁrbitro: Blanco Perez; EspanholSantos: Lalá; Pavão (Formiga) e Mourão; Getúlio, Ramiro e Zito; Dorval (Alfredinho), Jair Rosa Pinto (Álvaro), Afonsinho (Coutinho), Pelé e Pepe.Botafogo: Ernani; Tomé e Aírton (Pampolini); Chicão, Borges e Nilton Santos; Garrincha, Didi, Paulo Valentim, Waldir e Zagallo. 1959 – TORNEIO DE VALENCIA (ESPANHA) O Torneio, disputado em Valencia, ocorreu durante a grandiosa excursão do Santos pela Europa, em 1959. A competição também era conhecida como Troféu Naranja, e o Santos ficou com o título aplicando uma goleada histórica na Internazionale de Milão. 26/06/1959 – Santos 7 x 1 Internazionale de Milão-ITAGols: Coutinho aos 17min e Pepe (p) aos 30min do primeiro tempo; Pelé aos 3min, aos 8min, aos 23min e aos 24min, Angelillo aos 26min e Pepe aos 31min do segundo tempo.Local: Valência (Espanha)Público: 60.000 aproximadamenteÁrbitro: Ortiz de Mendevil (Espanha)Santos: Lalá; Getúlio, Pavão e Mourão; Ramiro e Zito (Formiga);Dorval, Jair (Álvaro), Coutinho, Pelé (Afonsinho) e Pepe.Internazionale: Mateucci; Guarniere, Fadalé e Polchi; Cardetilli e Galdiach; Robatti, Castiavilatti, Mascabriato, Angelillo e Sagionni. 1983 – TORNEIO CIDADE DE PAMPLONA (ESPANHA) Em 1983, o Santos disputou e venceu Torneio Cidade de Pamplona, realizado na cidade de Pamplona, na Espanha. O Alvinegro venceu duas equipes espanholas para conquistar o título. Na ocasião, o capitão santista, Gilberto, recebeu a taça das mãos do prefeito da cidade, Julian Balduz. 26/08/1983 – Osasuña-ESP 1 x 2 SantosGols: Paulo Isidoro e João Paulo; Purroy.Local: Estádio Al Sadar, em Pamplona, Espanha.Público: 15.000 aproximadamenteÁrbitro: Martin LopesSantos: Marola; Betão, Pagani, Fernandes (Paulo Robson) e Gilberto; Dema, Paulo Isidoro, Pita; Lino (Serginho II), Serginho e João Paulo.Osasuna: Blurrum; Machua, Castaneda, Lecumberry (Mina) e Purroy; Lumbreras, Ripodas e Candido; Echeverria, Julio e Martin.
Peru 1
No dia 26 de fevereiro de 1960, o Santos foi a Lima, no Peru, enfrentar o time do Universitário. Novamente por imposição dos diretores do time da casa, o Santos deixou de jogar com o seu uniforme “impertubavelmente” branco, como gostava de falar Guilherme Gonçalves, e foi obrigado a jogar com camisas listradas em azuis e vermelhas, pertencentes ao River Plate, um time amador de Lima, que gentilmente cedeu o uniforme ao Peixe, já que o time do Universitário não respeitou a condição de visitante do time praiano. O Santos, derrotado por 3 a 2 (gols de Dorval e Pepe), formou com Laércio, Urubatão, Getúlio e Dalmo; Formiga e Zito; Dorval, Afonsinho, Pagão, Pelé e Pepe. Após o jogo, Pelé foi conduzido ao hospital local por estar com fortes dores na garganta e ficou constatado que o craque precisava ser operado o mais rápido possível, pois estava com amidalite. Um curioso incidente verificou-se no “Cárcere Central” com a delegação santista, quando a mesma foi visitá-lo, a exemplo de outras delegações de times visitantes e que a pedido e quando têm oportunidade, fazem exibições de futebol no pátio fronteiriço, para os reclusos. O jogador Pelé, alvo de admiração geral esteve, entretanto, a ponto de ser “depenado”. Quando percebeu em meio a abraços e cumprimentos, dos presos que se estendiam em extensa fila, ia ficando sem o relógio e pulseira de ouro, avaliada em dezenas de milhares de cruzeiros. Pelé reagiu incontinenti, porém no ligeiro tumulto que se seguiu, um outro preso já carregava a corrente e a medalha de ouro que Pelé ostentava no pescoço. Nesse instante, interveio um policial e aos berros e empurrões fez sair da fila os dois gatunos, dizendo que os mesmos seriam severamente punidos. Passado o incidente, Pelé guardou todos os pertences que carregava, voltou sozinho passando diante de todos os presos, que imediatamente organizaram uma verdadeira manifestação de desagravo. Minutos depois, Pelé retirou-se acompanhado dos demais membros da delegação.
El Mayor Espectáculo del Mundo
Em maio de 1971 surgiu uma nova oportunidade para o Santos jogar no exterior. O time tinha trocado de técnico. Antoninho foi demitido e Mauro Ramos de Oliveira assumiu o seu lugar. A equipe seguiu para dois jogos na Bolívia. E foi na cidade de Santa Cruz de La Sierra o anuncio mais famoso de um jogo de futebol. O cartaz exibia o Santos como “El mayor espectaculo del mundo”. O jogo agradou as 15 mil pessoas que assistiram a vitória santista por 4 a 3 contra o Oriente Petrolero, no Estádio Willian Bendeck. O locutor do estádio não cansava de repetia nos autofalantes: “Senhoras e senhores, o Rei Pelé jogou 90 minutos em Santa Cruz de La Sierra”. A grande atração continuou fora do estádio. Os adoradores bolivianos cercaram o ônibus e muitos subiram no teto, enquanto outros esvaziavam os pneus do veículo. O atacante Ferreti estava irado, mas Pelé acalmava os ânimos. No fim tudo acabou bem e o espetáculo pode seguir para a capital La Paz.