COM ATRAÇÕES, NOVA YORK IRÁ RECEBER EVENTO DA CAMPANHA “SANTOS DO MUNDO”

Nova York, nos Estados Unidos, foi escolhida para mais um grande evento da campanha “Santos do Mundo”, que tem como objetivo a internacionalização da marca do Clube. No próximo domingo, dia 16 de outubro, a Pelé Soccer Store, localizada na Times Square, região mais famosa da cidade, começará a vender camisas oficiais do Santos FC. Na ocasião também será apresentada uma camisa retro, em homenagem ao amistoso que o Peixe fez com o Cosmos, no dia 13 de março de 1980, na Vila Belmiro. A peça será comercializada a partir de novembro deste ano. Não faltarão atrações para marcar a data. O ex-jogador e eterno Menino da Vila, Juary, que estava na partida de despedida de Pelé, em Nova York, fará uma sessão de autógrafos, além da presença do mascote Baleinha, distribuição de brindes para quem comparecer com o manto sagrado do Santos FC e a venda de camisas da coleção 2022 do Santos FC. Nova York é a cidade mais populosa dos Estados Unidos, uma região com quase 9 milhões de habitantes e que recebe aproximadamente 50 milhões de visitantes por ano. Com cerca de 800 idiomas diferentes falados em seu território, é a com maior diversidade linguística do mundo. Terra da Estátua da Liberdade, sede da ONU e importante centro da indústria de entretenimento do planeta, e do segundo e último time onde jogou o maior atleta de todos os tempos: O New York Cosmos onde Pelé encerrou definitivamente a carreira em um amistoso com o Santos FC, no dia 01 de outubro de 1977. O Rei jogou um tempo em cada equipe e marcou o gol para o time americano. Foram 106 partidas e 64 gols com a camisa do Cosmos, que o contratou com o objetivo de popularizar o futebol nos Estados Unidos. A entrada do evento do Santos do Mundo será gratuita e terá duração das 16 às 19 horas. Chame os amigos e faça parte desse momento histórico do Alvinegro mais famoso do mundo. A Pelé Soccer Store fica na Times Square, 1560, na Broadway, em Nova York. Sobre a Campanha Santos do Mundo O Santos FC é dono de valiosa história esportiva e cultural mundo afora e suas conquistas e feitos históricos são relembrados pelo projeto de internacionalização da marca: “Santos do Mundo”, que percorrerá o planeta com ações em países em diferentes continentes. Além dos dois títulos do Mundial Interclubes e das três taças da Conmebol Libertadores, os grandes torneios disputados no exterior contra as principais equipes do mundo também terão destaque, assim como os principais personagens que levaram o Clube ao mais alto nível de reconhecimento. Essa é a segunda ação com viagem internacional realizada na campanha “Santos do Mundo”. A primeira foi no lançamento dos uniformes 1 e 2, em Lisboa, e em seguida em uma ação com Fan Tokens Holders no estádio do Dragão, no Porto, também em Portugal. Além desse evento em Nova York, outras ações internacionais estão previstas para serem realizadas. Visite o site “Santos do Mundo” para saber mais da história internacional do Peixe em www.santosdomundo.com.br
Estados Unidos

O adeus do Rei Pelé aos gramados Oito meses após ter encerrado sua carreira como jogador do Santos, o eterno Rei Pelé voltava a atuar profissionalmente vestindo pela primeira vez a camisa de uma outra equipe, a do clube New York Cosmos nos Estados Unidos. A proposta feita pelos americanos era irrecusável, Pelé tinha na ocasião 35 anos e decidiu aceitar jogar nos Estados Unidos que tinham como objetivo maior a divulgação do futebol que por lá não era muito popular. Os americanos por intermédio da Warner Communications lhe ofereceram um contrato de três anos, com salário de 2,8 milhões de dólares por temporada, um valor altíssimo para a época. O Rei aceitou e voltava aos gramados suspendendo a aposentadoria e se tornava o atleta mais bem pago do mundo na ocasião. A volta se deu no dia 15 de junho de 1975. Segundo a Fifa, jornalistas de 25 países foram aos Estados Unidos cobrir o retorno do Rei. A partida contra a equipe do Dallas Tornado foi no estádio Downing, em Nova York, todos os ingressos foram vendidos e a expectativa de ver o Atleta do Século atuando novamente era intensa. O time de Pelé estava em desvantagem no placar perdendo por 2 a 0, foi então que o Rei mostrou toda sua genialidade e decidiu resolver a situação participando do primeiro gol de sua equipe e marcando o gol de empate por 2 a 2. Na comemoração mostrou aos torcedores sua marca registrada socando o ar com uma vibração intensa. Nesse ano o seu clube foi campeão da Liga Norte-Americana de Futebol. Pelé ficou atuando no Cosmos até 1977. Foram 106 partidas com 64 gols marcados. A despedida definitiva do melhor jogador de futebol de todos os tempos se seu no dia 1º de outubro de 1977. No Giant Stadium, Nova York e reuniu as duas equipes pelas quais o Rei atuou em toda a sua fantástica carreira. Estiveram presentes a despedida 75.646 espectadores. Muitas personalidades foram ver o Rei pela última vez, entre eles, o campeão mundial de boxe Muhammad Ali, o ex-secretário de Estado americano Henry Kissinger, o ator Telly Savallas (Kojak), o rolling stone Mick Jagger e o ator Robert Redford. Vários brasileiros também participaram do evento como Dondinho, o pai do Rei, o prefeito de Três Corações, o ex-presidente do Santos, Athié Jorge Coury, e os jogadores Carlos Alberto Torres, Bellini e Mauro Ramos de Oliveira, todos ex-capitães da Seleção Brasileira, nas conquistas dos mundiais de 1958,1962 e 1970. Love, Love and Love Antes do início do jogo Pelé muito emocionado fez seu discurso de despedida falando que era importante a população mundial olhar e cuidar dos mais jovens, das crianças, sendo aplaudido de pé, e ao final pediu aos espectadores presentes que repetissem com ele três vezes a palavra Love (amor), e na sequência chorou. O Rei jogou a primeira etapa com a camisa verde do time americano, marcou um gol de falta, na etapa complementar vestiu a camisa branca do Santos, na vitória do Cosmos por 2 a 1. O Alvinegro dirigido por Oto Glória formou com: Ernani, Fernando e Joãozinho; Alfredo e Neto; Carlos Roberto, Zé Mário e Aílton Lira (Pelé), Nilton Batata, Reinaldo (Juary) e Rubens Feijão (Bianchi). Findado o jogo, Pelé deu a camisa 10 do Santos ao seu descobridor no futebol o ex-jogador Waldemar de Brito. No intervalo já tinha dado a camisa verde do Cosmos ao seu pai. Ao final do amistoso, Pelé foi carregado pelos companheiros do Cosmos dando a volta olímpica. Levando na mão direita a bandeira do Brasil e na esquerda a dos Estados Unidos o país que tão bem o acolhera e o qual ele ajudaria na vitoriosa campanha para ser a sede da Copa do Mundo de 1994. Segundo Pelé em entrevista ao ESPN.com.br: “O mais importante pra mim na despedida do Cosmos foi ter promovido o Brasil pois tinha a imprensa de todo mundo acompanhando aquele evento. E tão importante também é que o nosso futebol ficou sendo conhecido dentro dos EUA. Ainda acho que foi a melhor decisão para o atleta Pelé e o cidadão Edson Arantes do Nascimento em termos culturais [ter parado naquele momento]. Alguns times europeus e principalmente do Japão e México tentaram me contratar depois. Mas decidi sair por cima”. Ao anunciar o fim oficial da carreira, Pelé saiu de cena com a incrível marca de 1.365 jogos e 1.282 gols para dar início a uma nova fase em sua vida, a de embaixador do Brasil e do futebol.
A AMÉRICA É DAS SEREIAS MAIS UMA VEZ!

Num mesmo 17 de outubro, há exatos 12 anos, as Sereias da Vila conquistavam, de forma invicta, o bicampeonato da Libertadores Feminina após vencerem o Everton do Chile na decisão. Um ano após a conquista de 2009, a Melhor do Mundo Marta não fazia mais parte do time, mas a base havia sido mantida com craques como Cristiane e Maurine. A CAMPANHA Mais uma vez, o Santos representava o Brasil entre as 10 equipes participantes, se classificando após conquistar a Libertadores e a Copa do Brasil em 2009. A competição foi dividida em dois grupos com cinco equipes cada, em que os dois melhores times se classificavam para as semifinais. A sede única escolhida para a competição foi a Arena Barueri, colocando ainda mais o favoritismo para as Sereias, que jogariam mais perto da torcida. Na primeira fase, o Peixe venceu todas as suas quatro partidas de forma convincente e avançou com 22 gols marcados, uma média de 5,5 gols por jogo. Já nas semifinais, as Sereias tiveram pela frente a tradicional equipe do Boca Juniors, atual campeã argentina. A partida envolvia duas grandes equipes, e mesmo com o favoritismo santista, o jogo foi decidido na parte final. Aos trinta minutos da segunda etapa, Maurine bateu falta no cantinho direito da goleira argentina e colocou o Peixe na frente. Logo na sequência, Suzana aproveitou bola sobrada na área, marcou o segundo e garantiu as Sereias em mais uma final continental. A DECISÃO As Sereias da Vila tiveram pela frente a forte equipe chilena do Everton e o técnico Kleiton Lima levou a campo Andréia Suntaque, Aline Pellegrino, Thorunn (depois Suzana) e Renata Costa; Ester, Maurine, Thais e Joice (Dani); Pikena (Beatriz), Grazi e Cristiane. Diferente da final do ano anterior, um equilíbrio tomou conta da partida e a primeira etapa não foi de muitas oportunidades para nenhuma das equipes. Já no segundo tempo, com os minutos passando, as Sereias tentavam de todas as maneiras chegar ao gol, mas a equipe chilena mostrou grande solidez defensiva. Até que, aos 44 minutos do segundo tempo, foi marcada uma falta na intermediária para o Santos bater, curiosamente na mesma posição em que Maurine marcou contra o Boca Juniors nas semifinais. Após alguma conversa para definir a batedora, Maurine se encaminhou para a bola, e diferente da semifinal, mandou no cantinho esquerdo da goleira, fazendo um lindo gol que seria o gol do bicampeonato da Libertadores para as Sereias da Vila. Usando a camisa 10, que foi da Rainha Marta em 2009, Maurine também foi decisiva e fez a alegria da torcida santista presente em Barueri. Quis o destino que a história do Futebol Feminino do Peixe repetisse o Santos de Pelé, sendo a primeira equipe brasileira a ser campeã e bicampeã da América, com a segunda conquista acontecendo de forma invicta.
Há 60 anos o Santos conquistava o mundo

Gabriel Pierin, do Centro de Memória Foi diante de 70 mil pessoas presentes no Estádio da Luz, em Lisboa, que o Santos goleou o Benfica por 5 a 2 e se tornou o primeiro time brasileiro campeão mundial. O Peixe já havia vencido a partida de ida, por 3 a 2, em um Maracanã com mais de 90 mil espectadores. Por sua vez, o Benfica acreditava na vitória em casa e na realização da terceira e última partida. O clube português tinha motivos para isso, afinal era o bicampeão europeu, título que conseguiu ao vencer o poderoso Real Madrid de Puskas e Di Stéfano por 5 a 3, em Amsterdam, em maio daquele ano. Naquela noite mágica de quinta-feira, 11 de outubro de 1962, há exatos 60 anos, o técnico Lula foi decisivo na armação da equipe. Com a ausência de Mengálvio, machucado, Lula lançou Lima no meio-campo ao lado de Zito. Na lateral direita, o técnico contou com o experiente Olavo. O jogo foi muito disputado até a abertura do placar. Gylmar fez algumas defesas empolgantes nas investidas dos atacantes portugueses, enquanto o time santista procurava armar suas jogadas e encontrar os espaços no campo. Aos 17 minutos veio o primeiro gol. Coutinho deu um passe para Pepe que correu e chutou forte. Na passagem da bola, Pelé deu um carrinho para alcançar o cruzamento e vencer o goleiro Costa Pereira pela primeira vez. Dez minutos depois, o gol de placa. Pelé recebeu a bola de Zito, driblou três jogadores e finalizou com um chute cruzado, superando mais uma vez o goleiro português. O primeiro tempo terminou com a vantagem de 2 a 0. O Santos ampliou logo no início da segunda etapa. Aos 3 minutos, Pelé recebeu um passe de Lima, passou por dois e deixou Coutinho em condições de empurrar a bola para o gol. Aos 19, o time de Vila Belmiro voltava a marcar. Pelé passou a bola entre as pernas de Coluna, correu entre os adversários e chutou forte para o gol. O goleiro rebateu e Pelé na corrida estufou as redes. Pepe marcou seu gol aos 31 minutos. Depois de trocar passes com Pelé, o ponta-esquerda aproveitou a falha do goleiro após o chute e completou para o gol. Com 5 a 0 no marcador, o Alvinegro relaxou. O Benfica aproveitou a oportunidade para marcar aos 41 e 44 minutos, com Eusébio e Santana, colocando números finais à partida: 5 a 2. Os heróis dessa conquista inesquecível foram Gylmar, Olavo, Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Lima; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. O Benfica jogou com Costa Pereira, Humberto, Raul e Cruz; Cavem e Jacinto; José Augusto, Santana, Eusébio, Coluna e Simões. O árbitro foi Pierre Schwinté, da França. Santos melhor que o Benfica Era a quarta vez que os times de enfrentavam e pela quarta vez o Alvinegro vencia o adversário europeu. O primeiro confronto ocorreu em 1957 na Vila Belmiro e o Santos venceu o amistoso por 3 a 2. Em 1961, as equipes se enfrentaram pelo Torneio de Paris e o Peixe aplicou uma goleada de 6 a 3. Nos dois triunfos pelo Mundial Interclubes de 1962, duas vitórias: 3 a 2 no Maracanã e 5 a 2 no Estádio da Luz. O Santos marcou oito gols e sofreu quatro. Com dois gols no Rio e três em Lisboa, Pelé se tornou o maior artilheiro de uma decisão Interclubes, primazia que se mantém até hoje. Santos do Brasil e do Mundo O futebol brasileiro alcançou dois grandes êxitos no ano de 1962. Primeiro foi a conquista da Jules Rimet pela segunda vez consecutiva com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo do Chile. Com o Santos, ao confirmar a vitória sobre o Benfica, firmou a supremacia brasileira ao levar o título mundial interclubes inédito para o País. Outros times brasileiros foram campeões do mundo depois disso. O próprio Santos se tornou o primeiro bicampeão mundial em 1963, mas nenhum outro conseguiu o título ao golear o campeão europeu na Europa.
Empate na única visita do Santos à Gana

Na excursão de 1969, depois da passagem por Moçambique, o Santos decolou rapidamente rumo a Acra, em Gana. No dia 6 de fevereiro, diante de 25 mil pessoas, o Alvinegro empatou com o Hearts of Oak “Corações de Carvalho” em 2 a 2, com gols de Pelé e Douglas. Na única participação do Peixe em Gana, o técnico Antoninho formou o time com Laércio, Turcão, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo; Lima (Marçal) e Negreiros (Amauri); Manoel Maria, Toninho (Douglas), Pelé e Edu.
O Ataque dos Sonhos se despede na Costa do Marfim

A partida contra o campeão da Costa do Marfim, o Abidjan, atraiu para o Estádio Houphouet-Boigny milhares de torcedores vindos de diversas localidades do continente africano, especialmente Mali, Nigéria, Gana e Alto Volta. Os espectadores queriam conhecer de perto o time que encantava o mundo. Eles não se decepcionaram. Naquele domingo, 9 de janeiro de 1966, o Ataque dos Sonhos formado por Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe jogaram juntos pela última vez e o Santos goleou a equipe Stad Club Abidjan por 7 a 1, diante de 30 mil espectadores. A partida foi considerada a melhor exibição de futebol já vista na região e os brasileiros foram aplaudidos pela torcida durante todo o jogo. O momento de maior entusiasmo foi no sexto tento, quando o ponta-esquerda Pepe marcou um gol olímpico. No primeiro tempo o Santos demonstrou toda a sua técnica ao manter o domínio da bola no campo do adversário. A tática deu resultado e os dois primeiros gols foram assinalados por Lima e Coutinho, aos 10 e 39 minutos respectivamente. Na etapa complementar, o Peixe ampliou a contagem com Coutinho (18), Pelé (21) e Pepe aos 24 e 26 minutos. O Abidjan diminuiu com Mea (34) e Pelé deu os números finais à partida marcando o sétimo gol aos 40 minutos. Foi a última vez que Lula iniciou a equipe com a famosa linha de ataque. Naquele dia, ele colocou em campo Gylmar (Cláudio), Carlos Alberto, Mauro (Oberdan), Orlando e Geraldino; Lima e Mengálvio (Zito); Dorval, Coutinho (Toninho), Pelé e Pepe (Abel). Terminara ali, no Noroeste da África, a saga da linha ofensiva que virou poesia. O jogo marcou o início da temporada do Santos em 1966. Da África, o elenco passou pelo Brasil e seguiu para a Argentina. Na escala, pelo aeroporto de Viracopos em Campinas, somaram ao grupo os jogadores Zé Carlos e Salomão. No dia 13, o compromisso do Alvinegro foi em Tucuman, contra o San Martin. Saindo da Argentina, o Santos partiu para uma excursão pelo El Salvador, Venezuela, Peru, novamente Argentina, e por fim, o Chile. Uma história de gols e conquistas O Ataque dos Sonhos se formou no dia 19 de abril de 1960, uma terça-feira, no Pacaembu, pelo Torneio Rio-São Paulo. Naquela partida contra a Portuguesa de Desportos, Ney Blanco, autor de um dos gols do empate por 2 a 2, foi substituído por Mengálvio no segundo tempo. O quinteto estava formado. Os cinco só iriam começar uma partida um mês e meio depois, em 7 de junho de 1960, na estreia do Santos no Torneio de Paris contra o Stad Reims, da França, vice-campeão europeu de 1956 e 1959. Na noite de terça-feira, 40 mil espectadores lotaram o Parc des Princes. Coutinho, ainda com 16 anos, fez três gols, e Pelé e Pepe completaram a goleada de 5 a 3 que encantou os franceses e a crônica europeia. O Ataque dos Sonhos iniciou 97 partidas pelo Santos. Foram 68 vitórias e 314 gols marcados, uma média de 3,23 gols por jogo. Nos três anos em que mais atuaram, entre 1961 e 1963, fizeram 74 jogos e marcaram 254 gols. Destes, Pelé fez 118; Coutinho, 79; Pepe, 57; Dorval, 30 e Mengálvio, 11 (os cinco também atuaram, juntos, em três jogos da Seleção Brasileira). O quinteto se exibiu em 18 países espalhados pelas Américas do Sul e Central, Europa, África e Oriente Médio. O país em que mais jogou foi o Brasil (47 vezes), seguido por França (9) e Itália (8). No Brasil estão os três estádios em que mais se apresentou: Pacaembu (17 jogos), Vila Belmiro (10) e Maracanã (9). No seu auge, entre 1961 e 1963, esse ataque santista foi o grande responsável pela sequência de nove títulos oficiais consecutivos: Paulista e Brasileiro de 1961; Paulista, Brasileiro, Libertadores e Mundial de 1962; Torneio Rio-São Paulo, Brasileiro e Libertadores de 1963. Em 1967, novo encontro na Costa do Marfim No domingo, dia 4 de junho de 1967, o Santos foi até a Costa do Marfim e levou seu futebol para 30 mil pessoas no Estádio Houphonet-Boigny. Os espectadores da capital Abidjan assistiram a seleção do país perder por 2 a 1 em um jogo bastante disputado. Os gols santistas foram marcados por Abel e Pelé. O técnico Antoninho formou o Peixe com Cláudio, Lima, Joel Camargo e Geraldino (Rildo); Zito (Buglê) e Clodoaldo; Wilson, Toninho (Coutinho), Pelé (Edu) e Abel (Pepe).
Pelé deixa o goleiro senegalês abalado

A população africana ficou maravilhada ao assistir o Santos de Pelé. A epopeia africana em 1967 no teve início no dia 28 de maio, no Senegal. Naquele domingo, 20 mil pessoas lotaram o estádio Demba Diop, em Dakar, para o ver o Santos jogar contra a seleção do país. Para enfrentar o Senegal, o técnico Antoninho levou a campo Cláudio (Laércio), Lima, Orlando (Oberdan), Joel Camargo e Rildo (Geraldino); Clodoaldo e Zito (Buglê); Wilson (Edu), Toninho, Pelé (Almiro) e Abel (Pepe). O dia histórico contou com a ilustre presença do presidente do país, Léopold Senghor, porém a cena que chamou a atenção foi do goleiro senegalês. A partida já se encaminhava para o final, o Santos jogava com sobras quando Pelé driblou os zagueiros, o goleiro, e entrou com bola e tudo para marcar o seu terceiro gol dos quatro da goleada santista. Inconformado o goleiro Toumai esmurrou a trave e saiu do campo chorando. O Rei foi atrás, pediu desculpas, mas não teve jeito e Toumai foi substituído por Thian. O goleiro reserva viu o Santos maneirar na partida e seu time marcar o gol de honra.
O Peixe goleia o Gabão

No dia 31 de maio, foi a vez da Seleção do Gabão receber o time brasileiro durante a Excursão do Peixe pela África. A partida na capital Libreville terminou 4 a 0, com dois gols de Toninho e um de Pelé e de Pepe. O goleiro santista Cláudio ainda defendeu um pênalti do ponta-esquerda gabonês. O técnico Antoninho formou a equipe com Cláudio, Lima (Carlos Alberto), Joel Camargo, Orlando e Rildo; Zito e Clodoaldo (Buglê); Wilson, Toninho (Coutinho), Pelé e Abel (Pepe). Do Gabão o Alvinegro seguiu para a República Democrática do Congo.
Milhares de pessoas dentro e fora do estádio para ver o Peixe jogar do Sudão

No ano de 1973 o Santos realizou uma nova excursão para a África. Numa terça-feira, dia 20 de fevereiro, o Santos foi jogar em Kartun, no Sudão. O time adversário, o Al-Hilal Ondurman, foi derrotado com um gol de Euzébio. A partida foi assistida por um público de 65 mil pessoas presentes no Estádio Nacional de Kartun. Nesse dia histórico para o país africano, o técnico Pepe formou a equipe com: Cláudio, Hermes, Marinho Perez, Carlos Alberto e Zé Carlos; Leo Oliveira e Brecha; Jair da Costa, Euzébio, Pelé (Alcindo) e Edu. Parte da torcida ficou na beira do campo, enquanto dez mil pessoas ficaram de fora, sem conseguir ingressar no estádio.
Santos causa alvoroço na partida contra a Seleção da República do Congo

Depois de passar por Senegal e Gabão, o Santos seguiu sua Excursão de 1967 pelo continente africano até a República Democrática do Congo para enfrentar a seleção do país. A disputa ocorreu na capital Kinshasa, no dia 2 de junho. Um público de 75 mil pessoas se espremeu no Estádio Tata Raphael pra assistir ao jogo comemorativo. Aqueles que ficaram de fora tiveram que se contentar com a partida transmitida pelo rádio e acompanhada nos autofalantes instalados nas lojas que ainda mantinham suas portas abertas. A maior parte do comércio local fechou suas portas. Ao final uma vitória apertada por 2 a 1 para o Santos, com gols de Lima e Pelé. A volta em 1969 Na excursão de 1969, o time santista atravessou a fronteira entre os Congos para visitar novamente a República Democrática do Congo. O país em litígio com o vizinho também queria ver Pelé. Um barco especial fez a travessia da delegação brasileira e a capital Kinshasa pôde ver o Santos jogar. O jogo aconteceu no dia 21 de janeiro, contra a Seleção B do país. O Santos passou sem dificuldades por 2 a 0, com gols de Toninho e Manoel Maria. Pelo incrível que pareça, os africanos ficaram felizes e comemoraram o fato de não permitirem que Pelé marcasse gol. O Alvinegro não teve a mesma sorte na partida seguinte. O confronto contra a seleção principal era bastante esperado. Chamada de “Os Leopardos” a Seleção A da República Democrática do Congo eram os campeões da África. Cerca de 40 mil pessoas, entre elas o presidente Mobutu compareceram no Estádio Tata Raphael. A confiança se confirmou em gols e no resultado final. Apesar dos dois gols de Pelé, o Santos vencia por 2 a 1, mas permitiu a virada no início do segundo tempo e a partida terminou 3 a 2. A vitória se transformou numa comoção nacional. Se o Santos era o maior time do planeta, os congoleses se diziam campeões do mundo. Mais do que uma comemoração momentânea, o resultado se transformou numa data oficial do calendário do país: Dia Nacional dos Esportes.